Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

A Justiça não alinha com a estupidez ateísta.




O Brasil, país irmão e pátria de muita gente com um coração enorme e cheio de bondade, também têm algumas nódoas entre o seu venerando e pacato povo.

Se nós, cá em Portugal, temos a Tasca Ateísta de Lisboa, no Brasil há igual sorvedouro de frequentadores pouco recomendáveis, sob a forma de uma Tasca de Favela, chamada Atea.

A simbiose da ignorância e da imbecilidade cria um híbrido de indecente e humorístico que dá pelo nome de “ateísmo”.

No mundo inteiro, poucos e raros são os ateus (esses são discretos e comedidos). A grande maioria daqueles que se dizem “ateus” são simplórias personagens fantoche num teatro humorístico.

Mas, por darem vida aos “robertos” já pensam que vivem no mundo da fantasia. Acham-se personagens importantes e querem dar nas vistas.

Recentemente, uma vaga de frequentadores da Tasca Ataea de favela, resolveu reclamar sobre a existência e crucifixos em locais públicos.

Felizmente, a Meritíssima Juíza que recebeu ao caso era pessoa de grande saber e cultura, e deu um verdadeiro “tapa” na cara dos artistas do teatro de fantoches.




Aqui vai a notícia:


Justiça Federal decide manter símbolos religiosos em órgãos públicos


São Paulo (Brasil) - 20/08/2009 - 15h04


Símbolos religiosos, como crucifixos e imagens de santos, poderão permanecer nos órgãos públicos. A decisão liminar é da juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, que negou o pedido do Ministério Público Federal para a retirada dos símbolos desses locais.


A ação civil pública teve início com a representação de Daniel Sottomaior Pereira, que teria se sentido ofendido com a presença de um "crucifixo" em um órgão público. O MPF entendeu que a foto do crucifixo apresentada pelo autor representava desrespeito ao princípio do Estado laico, da liberdade de crença, da isonomia e da imparcialidade do Poder Judiciário.


Para a juíza, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição antireligiosa ou anticlerical. "O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos.


Ainda conforme a decisão, em um país como o Brasil, que teve formação histórico-cultural cristã, a presença de símbolos religiosos em espaços públicos é natural, "sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos".


A magistrada entendeu ainda que não ocorreram as alegadas ofensas à liberdade de escolha de religião, de adesão ou não a qualquer seita religiosa, nem à liberdade de culto e à liberdade de organização religiosa, pois são garantias previstas na Constituição Federal.


"A laicidade prevista na Constituição veda à União, Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecerem cultos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com elas ou seus representantes relação de dependência ou aliança, previsões que não implicam em vedação à presença de símbolos religiosos em órgão público", completou.



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u612533.shtml

23 comentários:

  1. o ato foi um tapa na cara como a crucificação de jesus pelos judeus? Ou então... vemos um "tapa na cara" que logo se viu ser estúpido: o Nazismo. deu um tapa na cara dos judeus... mas logo em seguida viu-se que era um erro grotesco. Será que este tal "tapa na cara" também é passível de erro grotesco? Só o tempo... e espero que isto seja posto antes do fim de todos nós.

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  2. Só é pena esta portal ser "anti" qualquer coisa, e optar muitas vezes por um tipo de humor nos limites, que lhe tira seriedade e cria alguns anti-corpos.

    Esta é uma grande notícia que vem do país irmão. Enquanto houverem juízes que respeitem a liberdade e a democracia, haverá esperança nestes tempos de feroz ódio à religião.

    Não se pague na mesma moeda, é o meu conselho.

    As palavras da juíza constituem jurisprudência. Consegue sintetizar de forma brilhante o que é um estado verdadeiramente laico.

    Bem-hajam, sejam mais assertivos e, se me permitem o conselho, comecem um novo projecto focando a temática do ateísmo. Sem espaço para deturpaçõe,ofensas e insinuações humorísticos que podem ser mal interpretadas.

    Pegue-se no exemplo desta nobre juíza do país irmão. Mete os pontos nos is; de forma clara e lúcida, de forma irrefutável atrevo-me a dizer. Por exemplo, o comentador acima (Gabriel K.), não tem um único argumento válido para discordar da decisão da juíza, que não sejam comparações apaixonadas e não fundamentadas.

    Não levem a mal o meu conselho; o ateísmo pode e deve ser exposto e criticado, sobretudo porque existem os tais movimentos ( aqui chamados jocosamente de tascas ateístas), que se apoderam da não crença alheia, movidos pela vaidade e chico-espertice, é certo; querendo falar em nome de todos os que não são religiosos nem acreditem em Deus, é certo; revelando grande ignorância sobre o que é religião, desejando vê-la varrida do espaço público,etc etc; mas que devem ser criticados com bastante objectividade e assertividade; e com respeito. Acreditem, desse modo, qualquer pessoa percebe melhor o que está em discussão, e quais as diferenças entre a apologia do Ateísmo como salvação da humanidade ( não confundir com "ser ateu") e a liberdade democrática.

    Cumprimentos

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  3. Vocês cristãos acreditam em tudo quanto é tipo de lenda (abraamica ou não), por mais absurda que pareça, cegamente, sem se questionar, muitas vezes se expondo ao ridículo, cultuando algo que jamais tiveram qualquer evidência incontestável de que exista, e nós é que somos os burros, humorísticos, e que vivemos no mundo da fantasia? Acho que não entendi. Será que sou burro?

    Quanto a sua defesa à não laicidade do estado brasileiro, o que você diria se entrasse numa repartição pública ai de seu país e visse símbolos da umbanda nas paredes? Muitos achariam que aquilo é coisa do demônio. Já vi muito cristão chamando as religiões afrobrasileiras de culto a demônios, macumba e coisas do tipo. O que defendemos, ao pedirmos um país verdadeiramente laico, é que nenhuma religião seja privilegiada sobre a outra. Empurrada guela abaixo de nossos filhos.

    Assim como, ao contrário de vocês teístas, não saímos batendo de porta em porta, fundando igrejas em garagens, usando microfones em altíssimo volume para falar a poucos gatos pingados, ou criando programas de TV para enfiar o nosso modo de pensar guela abaixo daqueles que pensam diferente.

    Vocês cristãos estão cada dia mais mal educados, preconceituosos, egoístas, prepotentes e violentos. Em especial os evangélicos. São esses os preceitos ditos cristãos? Eu acho que não.

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  4. Agora a respeito da reportagem, de fato este é um assunto complicado. Como entendeu a juíza, tais símbolos, para nós ateus, nada representam. Podem ser ignorados, e visto como simples objetos decorativos. Sem problemas.

    Porém isso não é necessariamente verdade para os praticantes de outras religiões. Como no exemplo que citei no comentário anterior.

    No entanto, a presença de tais símbolos, além de expressar a fé daqueles que trabalham em tais repartições, conferindo-lhes a sensação de proteção divina, serve também como instrumento de pregação. Influenciando e dependendo do caso, até intimidando aqueles que professam nenhuma ou alguma religião diferente daquela representada por tal símbolo. Mais ainda em casos como a expressão "Deus seja louvado", impressa nas cédulas do Real. Esse sim um verdadeiro caso de agressão à laicidade do Estado.

    Como defensor de um Estado verdadeiramente laico, não vejo problemas em um funcionário público ter um crucifixo, ou qualquer outro símbolo religioso, em seu ambiente de trabalho. Esse é, como entendeu a juíza, de fato um direito concedido justamente pelo caráter laico do Estado. Porém sou contra a exposição de tais símbolos ao público. E em alguns casos até mesmo aos demais funcionários, que eventualmente, num pais multi-religioso como o Brasil, podem ser praticantes de outras crenças.

    Só para dar um exemplo mais contundente, e encerrar a minha participação, provavelmente indesejada:

    Dado o caráter laico do Estado brasileiro, se uma determinada pessoa for praticante de alguma religião anti-cristã, que é um direito de qualquer um ser, ela poderia talvez se sentir não só ofendida, como espiritualmente ameaçada pelos símbolos cristãos.

    Assim como um cristão se sentiria no mínimo desconfortável tendo que frequentar, ou até trabalhar, em um ambiente onde símbolos satânicos estivessem expostos.

    O direito de um termina onde começa o do outro.

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  5. Vocês falam em "A simbiose da ignorância e da imbecilidade", referindo-se ao ateísmo. Vocês poderiam dizer isso de Charles Chaplin, Pablo Picasso, Bertrand Russell, José Saramago, Charles Darwin, Marie Curie, Carl Sagan, Noam Chomsky, Umbeto Eco, enfim... (uma lista gigantesca de pessoas brilhantes).
    Olhe-se no espelho e reflita sobre o que seja ignorância e imbecilidade.
    (Aqui no Brasil chamamos a isso “valores invertidos”.)

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  6. As religiões com sua ânsia de poder e de dominação sobre as massas vem cada vez mais ampliando e conservando sua ideologia, isto reflete a muitas pessoas sem esclarecimento sobre o que é ateísmo, e como dito a cima, estão colocando a carroça a frente dos bois, ou seja, inverteram as noções. O egoísmo, o fanatismo, os fundamentalismos estão cada vez mais acentuados. O que vocês religiosos me diriam de pessoas que lançaram aviões em edifícios, matando milhares de pessoas e destruindo mais milhares de familiares em nome de um Deus? Acho que está fantasiando e quem é fantoche nesta história não são os ateus.

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  7. É assim que comporta os que vivem as expensas dos despidos de conhecimento, atacam impiedosamente todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, defendem os mais ignorantes e menos afortunados, aqueles que têm um maior apreço pelo direito de igualdade e irmandade entre todos. É assim que comportam os que vêem escapar de suas mãos vários séculos de mentira e de dominação, se inconsciente, foi inconseqüente. Com a evolução cultural assistimos o despertar da consciência humana, consciência que rejeita estórias em que animais irracionais são mais sagazes e enganam os racionais. Tal lenda tem seu destino certo, o mesmo destino que teve a lenda de Zeus. Sabemos o quanto cresce o ateísmo, o exemplo esta ai nos países de primeiro mundo, São neles que a religiosidade hoje tem pouca expressão e, é exatamente neles que se goza dos melhores padrões de vida. Da fé surgiu a inquisição e, da razão a ciência, a evolução.

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  8. Muito bom o comentário acima, conciso, consciente, esclarecedor e, principalmente, bem educado, o que falta aos religiosos, que só estão acostumados a fraudes e mentiras, e mesmo assim se consideram os donos da verdade, baseados apenas em fantasias infantis.
    Como eu disse, os valores estão invertidos: os ateus têm se mostrado inteligentes e cultos, enquanto aos religiosos resta a infantilidade do escárnio.
    Abraços a todos os que pensam.

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  9. Caro autor de – A Justiça não alinha com a estupidez ateísta.

    Conheço o Sr. Daniel Sotomaior há mais de 10 anos, posso lhe garantir que ele não é estúpido.
    Só para esclarecer, ser ateu significa não acreditar nem ser seguidor de nenhum deus. Apenas isso.
    O senhor o chamou de burro e até postou imagens. Mas acho que aquilo que o senhor postou deve ser o seu retrato, porque o senhor não é ateu.
    Por favor, me responda: Para que serve um deus?
    Não conheço nada mais inútil do que um deus. Até o senhor deve ser mais útil.
    Para acreditar em deuses é preciso fé, exatamente porque essas coisas não existem.
    Os deuses nunca fizeram nada, nunca mostraram suas caras, nem nunca foi provado nada. Para se acreditar neles não se pode usar a razão.
    Quem não usa a razão é irracional.
    Como o senhor é anti-ateu, obviamente acredita em deuses, portanto é um irracional.
    Tudo que tenho visto são mentiras, lavagem cerebral e um bando de irracionais como o senhor os defendendo. (Nunca vi deuses defenderem alguém)
    O senhor escreveu que “no Brasil há igual sorvedouro de freqüentadores pouco recomendáveis”, saiba que nas organizações de ateus, não existem assassinos, nem milhares de estupradores como temos visto nas organizações religiosas. Durante vários séculos se valem da religião e da fé dos pobres irracionais para cometerem atrocidades e conseguirem seus fins. (Poder e dinheiro)
    Jamais eu deixaria um filho ou filha entrar numa igreja, pois o local é perigosíssimo.
    Como o senhor há de concordar, freqüentadores pouco recomendados estão nas igrejas.

    Sinceramente, acho que burrice e irracionalidade só estão na sua cabeça.

    Caro autor de – A Justiça não alinha com a estupidez ateísta.
    O senhor é mesmo um "Mané" como se diz aqui no Brasil.

    Pensamento: A quem crê em deus tudo lhe será dado, menos inteligência. (anônimo)

    Velho ateu – 73 anos e nunca precisei de deuses.

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  10. Este artigo é o típico resultado das religiões.
    Tem no entanto o "mérito" de não se disfarçar de racional nem de inteligente. Ou será que tentou?
    Atos como esse artigo são reveladores do tipo de gente que procura "deuses" aos quais possam atribuir sua própria iluminação.
    E ai do mundo assim iluminado!
    Continuo preferindo as lâmpadas, produtos da inteligência, dúvida, busca, persistência, testagem e ação humanas, pela inexistência, como em tudo aquilo de utilidade prática, do produto obtido pela prece dos concorrentes, que nunca geraram nem tecnologia material, nem organização político-economica voltada à justiça social e à distribuição de riqueza, sempre voltados à "caridade" assistencialista e hipócrita apenas para a promoção da imagem do caridoso e à venda de escaplários, santinhos, água benta, medalinhas, terços, bíblias, livros sobre os mitos que reverenciaram os mitos e outras coisas muito, mas muito nobres!

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  11. Os religiosos sofrem de um mal crônico: falta de evidências. Todos têm que concordar com as fantasias deles ou serão considerados estúpidos, aliás, pelo critério que eles mesmos inventaram. Lindo, não?
    Utilidade pública: a palavra “antiateu” não é separada por hífen. Aproveitando, caso queiram usá-la, a palavra “anticristo” também não. Sirvam-se à vontade.
    Abraços a todos os que pensam.

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  12. Uma pessoa religiosa nao deveria amar o proximo?
    Nao acredito que fazer caricatura de forma pejorativa de qualquer pessoa , sendo ateu ou nao, seja digno de um bom ser humano.
    Isso so mostra que nao é a religiao que faz uma pessoa ser boa ou ma, sao suas atitudes.Lamentavel a postura desse blog

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  13. Este comentário foi removido pelo autor.

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  14. Substituam a palavra "ateu" por "negro" ou "judeu" e observem a conotação extremamente preconceituosa dirigida contra este grupo.

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  15. O autor do artigo afirma: “No mundo inteiro, poucos e raros são os ateus...”
    A título de informação (talvez o autor do blog não o saiba): os ateus e agnósticos somam 1,1 bilhão de pessoas atualmente. Seriam mesmo “poucos e raros”? Esse número é maior do que os seguidores do hinduísmo, do budismo e do judaímso juntos, para se ter uma ideia.
    Esses números não são confiáveis, porque muitos ateus não se declaram, com receio de perderem o emprego ou ficarem de mal com a família e com os amigos. É importante lembrar que essa estatística não é fornecida pelos ateus, mas por pesquisas de instituições religiosas.

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  16. Corrigndo uma postagem minha, acima, em que se menciona o hinduísmo: o hinduísmo não participa dessa conta, pois possui 900 milhões de adeptos (cinco vezes toda a população do Brasil).

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  17. Mais de 2000 anos ,as religiões vem fazendo lavagem cerebral em seus adeptos,guerras,falcatruas,horrores...e nós é que somos "fantoches" e "estúpidos".Só pode ser piada.

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  18. A questão é simples:
    Por que DEVE haver um símbolo religioso em órgão do Estado?
    QUEM coloca o símbolo religioso exibido em ambientes como o Parlamento Federal?
    A resposta para a segunda pergunta é: o Estado.
    Logo, podemos responder a primeira: Entende-se que um símbolo religioso DEVE ser exibido em órgão público, PORQUE o Estado ESCOLHEU tal religião.
    O símbolo não foi colocado alí por um religioso qualquer, expressando livremente sua fé (e sim pelo Estado). Não sendo o símbolo manifestação religiosa de um ou mais cidadãos, mas sendo manifestação religiosa DO Estado, fica evidente a não-laicidade do mesmo.

    Lembro-vos que a proposta de "remoção dos símbolos religiosos de repartições públicas" foi apresentada pelo deputado federal Francisco Rossi (PMDB-SP), um evangélico, em discurso proferido à Câmara no dia 18 de junho deste ano: http://www.youtube.com/watch?v=CgLh_pdD0bY&feature=player_profilepage (parte 1)
    http://www.youtube.com/watch?v=MQKoHSPOZl0&feature=related (parte 2)
    http://www.youtube.com/watch?v=T1rcUW81Ms4&feature=related (parte 3)
    "a bem da verdade os símbolos religiosos estão em profusão em todos os lugares, em todas as esferas do poder Legislativo, Executivo e Judiciário"
    "estamos aqui em defesa do Estado de Direito. Sabemos que grande parte da legislação neste país é letra absolutamente morta e como constituinte, como parlamentar (...) e como cidadão brasileiro, eu quero aqui reivindicar este direito de ver o texto constitucional observado"

    É questão constitucional, além de princípio: "Laicidade do Estado". Ou seja, o Estado não é e não deve ser religioso, sob a pena de não representar devidamente a população e sua liberdade de fé, de privilegiar uma fé sobre as outras (inclusive sobre as não-fés), demonstrando uma ESCOLHA, uma opção à qual o Estado não tem direito. Tal escolha é assunto PRIVADO e não podemos continuar a defender esta confusão perniciosa, que contamina os negócios públicos com interesses privados.
    O autor deste blog quer continuar a ser católico, anti-ateu. Que seja. Esta é uma escolha privada que não pode ferir princípios fundantes da liberdade de religião e não-religião. O senhor pode realizar a sua campanha sob sua única e inteira responsabilidade (lembrando que as ofensas também são passíveis de punição). O Estado não poderia realizar a mesma.

    É isto do que se trata aqui.

    O deputado se lembra da Índia, que possui tantas religiões e deuses. Para representar todas as religiões precisariam de um painel enorme, exposto em cada repartição pública. Além disso, a religiosidade do povo muda sempre, tornando-se necessária a readaptação de tal painel. Seria então mais fácil representar todas as religiões do mundo e ainda assim, precisaríamos de lugar para novas religiões e não estariam nunca representados os não-religiosos.
    Hoje, mais de metade da população brasileira (dados oficiais) não pratica a religião católica. O argumento da representatividade do catolicismo prova-se insuficiente para garantir a laicidade do Estado.

    Seria necessário a remoção de tais símbolos religiosos, bem como a remoção às mensões religiosas em todo o âmbito do Estado - a remoção da frase "Deus seja louvado" do papel-moeda e a remoção das mensões a Deus no Preâmbulo da Constituição, posto que esta, como hão de concordar gregos e troianos, é obra mundana, e não divina.
    Se concordamos que a Constituição é lei dos homens e não divina, não há razão para evocar uma divindade protetora em seu Preâmbulo. Aliás, Deus não parece ter protegido muito a Constituição, que vem sendo desrespeitada continuamente desde sua fundação, inclusive em nome dele próprio. Podemos então, todos aceitar que a lei humana não seja divina?
    É este o único postulado que temos de aceitar para garantir a laicidade do Estado: a lei humana difere da lei divina. Todo o resto é assunto privado e não deve ser reprimido, nem fomentado, posto que não se trata de assunto do Estado.

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  19. Respeitamos suas opiniões, que acreditam que existe "deus" então respeite as nossas. vocês são hipócritas, falam falam e não provam nada. mais respeito ;)

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  20. Simplesmente deprimente o fato de existirem pessoas tão ignorantes, preconceituosas e limitadas como o pobre coitado que escreveu o texto acima. Seu texto não passa de uma agressão apedeuta e infantil contra as pessoas que não acreditam em deus. Se uma pessoa de intelecto limitado, um oligofrênico, quer acreditar nos contos fantásticos e criaturas mágicas que a bíblia(ou qualquer outro livro) descreve, este deve ser respeitado.Da mesma forma deve respeitar quem tem inteligência suficiente para se perguntar sobre a origem do universo e da vida de um ponto de vista racional e não fantasioso.

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  21. Realmente, é muita imbecilidade demonstrada por quem escreveu este blog. isso só vem nos mostrar o quanto são ignorantes esses religiosos. Até parece que eles ficam morrendo de inveja quando veem tantas pessoas inteligentes se declarando ateias. Eles têm medo e preguiça de parar pra pensar, aí eles aceitam as bobagens que lhe são ensinadas e, do mesmo modo, repassam para os seus filhos.

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  22. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre substituiu a sua capela por um espaço espiritual laico, sem nenhum símbolo religioso. A Igreja Católica protestou. A direção do hospital diz estar cumprindo a Constituição, que proíbe os instituições ligadas ao Estado (que é laico) de privilegiar uma religião em detrimento das demais. Dom Dadeus Grings avisou: "Vai ter briga [na Justiça]".
    Fonte: http://e-paulopes.blogspot.com/2010/06/hospital-extingue-capela-e-cria-espaco.html

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  23. Fala sériooo!!!!!!Nós fantoches né???kkkkk' piadaaa!!!Só pra lembra>Hitler era católico e charles chaplin era ateu!!!A religião só existe para atrazar a ciencia,então quando seu filho precisar de um transplante reza ao envez de leva-lo ao médico!!!

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