COMUNICADO
Portal Antiateísta de Portugal
Embora não conhecendo o teor efectivo do acórdão, o Portal Antiateísta de Portugal lamenta e discorda em absoluto da decisão Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, relativo à presença de crucifixos numa escola italiana.
Tendo por base as citações feitas pela imprensa, o supra referido acórdão contraria a validade do espírito democrático (que começa a dar indícios de e não ser o apanágio da “construção europeia” e das suas instituições), ao afirmar que se trata de “uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções”.
Direito esse que defendemos e consideramos inalienável. No entanto, numa escola com centenas de alunos, não pode a vontade de uma (uma só) mãe sobrepor-se à vontade dos restantes, sob pena de estar em causa a validade do exercício duma das mais básicas regras da democracia – o escrutínio da maioria.
Não pode o capricho de uma mãe condicionar a liberdade de todas as demais.
Numa lógica de maioria democrática, e mediante os dados veiculados pela imprensa, este acórdão representa em si “uma violação da liberdade religiosa dos estudantes”, contra a liberdade religiosa de apenas uma mãe de dois alunos, para além de institucionalizar a intolerância.
A onda anti-religiosa e discriminatória dos crentes, que graça na Europa, parece estar, agora, a querer opor as instituições à sociedade. O Estado é (e deve ser) laico, mas a sociedade não é laica.
Na sociedade europeia a escola é um local social por excelência, onde o estado (a quem os pais, pagando, confiam a tarefa de educar os filhos) é, apenas, um parceiro. O local de formação dos cidadãos, deve primar pela tolerância, pelo respeito dos valores e da cultura do país onde se insere e da sociedade ocidental, cujos valores são, eminentemente, de base cristã.
A escola não é um departamento estatal. É a casa onde crescem os futuros homens mulheres de um país, que devem ser livres de expressar aquilo que sentem, valorizam e que os enriquece, já que aí passam grande parte da sua vida. Não pode o estado negar-lhes a liberdade de expressarem a sua religião.
A escola deve preparar os alunos para uma cidadania responsável e completa. Logo, numa perspectiva de escola inclusiva, devem os alunos saber conviver e lidar com a diferença, aprender a respeitar e a tolerar as crenças, as ideologias e a cultura dos demais cidadãos, numa sociedade livre e plural.
Portal Antiateísta de Portugal
Embora não conhecendo o teor efectivo do acórdão, o Portal Antiateísta de Portugal lamenta e discorda em absoluto da decisão Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, relativo à presença de crucifixos numa escola italiana.
Tendo por base as citações feitas pela imprensa, o supra referido acórdão contraria a validade do espírito democrático (que começa a dar indícios de e não ser o apanágio da “construção europeia” e das suas instituições), ao afirmar que se trata de “uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções”.
Direito esse que defendemos e consideramos inalienável. No entanto, numa escola com centenas de alunos, não pode a vontade de uma (uma só) mãe sobrepor-se à vontade dos restantes, sob pena de estar em causa a validade do exercício duma das mais básicas regras da democracia – o escrutínio da maioria.
Não pode o capricho de uma mãe condicionar a liberdade de todas as demais.
Numa lógica de maioria democrática, e mediante os dados veiculados pela imprensa, este acórdão representa em si “uma violação da liberdade religiosa dos estudantes”, contra a liberdade religiosa de apenas uma mãe de dois alunos, para além de institucionalizar a intolerância.
A onda anti-religiosa e discriminatória dos crentes, que graça na Europa, parece estar, agora, a querer opor as instituições à sociedade. O Estado é (e deve ser) laico, mas a sociedade não é laica.
Na sociedade europeia a escola é um local social por excelência, onde o estado (a quem os pais, pagando, confiam a tarefa de educar os filhos) é, apenas, um parceiro. O local de formação dos cidadãos, deve primar pela tolerância, pelo respeito dos valores e da cultura do país onde se insere e da sociedade ocidental, cujos valores são, eminentemente, de base cristã.
A escola não é um departamento estatal. É a casa onde crescem os futuros homens mulheres de um país, que devem ser livres de expressar aquilo que sentem, valorizam e que os enriquece, já que aí passam grande parte da sua vida. Não pode o estado negar-lhes a liberdade de expressarem a sua religião.
A escola deve preparar os alunos para uma cidadania responsável e completa. Logo, numa perspectiva de escola inclusiva, devem os alunos saber conviver e lidar com a diferença, aprender a respeitar e a tolerar as crenças, as ideologias e a cultura dos demais cidadãos, numa sociedade livre e plural.
Considerar como uma marca do estado laico a atitude de mandar retirar os crucifixos de uma escola, por exclusiva vontade de uma mãe querer esconder aos filhos os símbolos religiosos, ofendendo toda a comunidade escolar, parece-nos bizarro e absurdo.
Um estado que limite a visibilidade das diferentes práticas religiosas, ideológicas, sociais e culturais numa escola, está a furtar aos seus alunos, aos pais e às famílias o direito de fruir de uma formação completa, conducente à tolerância e a pacificação da sociedade.
Uma escola intolerante com as religiões dos seus alunos, não é uma marca de liberdade religiosa, mas uma instituição instrumentalizada que defrauda a confiança que os pais depositam nela, na expectativa de “educar os seus filhos de acordo com as suas convicções “.
Perante a agressividade dos movimentos ateístas que grassam pela Europa, e que, caricatamente, pretende disputar terreno no campo da fé, decisões deste teor só servem para acicatar os ânimos e conduzir a inevitáveis situações de discriminação, mais propícias ao confronto que a paz.
Apoiamos a pronta decisão do governo italiano relativamente ao recurso desta decisão. Julgamos que se trata de uma ingerência absurda e um organismo internacional, em matéria que deve ser da exclusiva responsabilidade dos estados, já que apenas eles estão habilitados a defender as especificidades da cultura do seu país.
Urge reduzir o espaço dos fundamentalistas anti-religiosos, “anti-teístas” e anticristãos, que pretendem, sob a capa da laicidade do estado, a instauração de um ateísmo anárquico, segregacionista e discriminatório, que visa instaurar um clima de confronto e fanatismo anti-religioso. Limitar o espaço do fundamentalismo (ateísta europeu) é a única forma de garantir a paz, a liberdade, o respeito por todos e a tolerância, que devem ser os valores básicos de uma democracia.
O Portal Antiateista de Portugal espera que estado português saiba defender essa liberdade e essa tolerância, pressionando aos Organismo Europeus a ter uma postura séria e adequada a uma cultura plural, mas pautada pelos valores mais básicos das sociedades ocidentais.
Portal Antiateista de Portugal – Lisboa, 4 de Novembro de 2009
olha so o cara q tem merda na cabeça aq no brasil casal de burras ja estao famosas
ResponderEliminarFelizmente, em Portugal, já há muitos anos que não temos símbolos religiosos nas paredes das salas de aulas das escolas públicas. Felizmente caíram juntamente com os retratos dos chefes de Estado, permitindo um verdadeiro exercício de tolerância. Portanto, o "estado português [sabe] defender essa liberdade e essa tolerância", como tem feito, mantendo religião fora da sala de aula (excepto das aulas vocacionadas para tal).
ResponderEliminar"Felizmente caíram juntamente com os retratos dos chefes de Estado, permitindo um verdadeiro exercício de tolerância."
ResponderEliminarPermite-se o verdadeiro exercício da tolerância sendo-se intolerante com os símbolos.
Muito boa essa.
"Tolero tudo, menos o que é contrário à minha posição."
Religião no seu local próprio, conhecimento e educação no seu local próprio (se bem que há casos particulares onde as duas se misturam, e.g. escolas religiosas).
ResponderEliminarNum estado laico nenhuma religião deve dominar as instituições públicas, e forçar a uma "submissão" àqueles que não partilham das crenças. A ausência de símbolos:
1. Não impede de forma alguma o exercício da religião por quem quer que seja
2. Não é exclusivista, impondo como que uma superioridade, obrigatoriedade ou vínculo com determinada religião (como deve ser num estado laico), permitindo inclusão em vez de exclusão.
Ou então, é aquilo que alguém (penso que o Papa) apelidou de laicismo positivo, que pode de forma lata ser interpretado como: o estado é muito laico, mas católico.
Nenhuma religião deve ser favorecida, nem o ateísmo, que é a pior das religiões.
ResponderEliminarNum estado laico, o que deveria ser feito, e não o é, é a LIBERDADE DE SE EXPRESSAR O SEU PENSAMENTO RELIGIOSO ONDE QUER QUE SEJA, SEM FAVORECER UMA RELIGIÃO EM DETRIMENTO DAS OUTRAS (e. g. favorecer o catolicismo, ou o ateísmo, ou o protestantismo) isso não quer dizer INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, pelo contrário, isso significa TOLERÂNCIA RELIGIOSA respeitando os mais diversos pontos de vista.
Favorecer o (a) [suposto] coitadinho (a) ateu (ia) é um ultraje aos ideias de democracia e liberdade religiosa.
Os ateus se fazem de coitadinhos, mas, quando se revela os números dos MARAVILHSOS estados "laicos" (i. e. URSS, Coréia do Norte, China, Cuba, Camboja, etc) eles ficam dando desculpinha e dizendo que "o verdadeiro comunismo/socialismo não foi feito no tal lugar".
Criminosos mentirosos!
"Num estado laico, o que deveria ser feito, e não o é, é a LIBERDADE DE SE EXPRESSAR O SEU PENSAMENTO RELIGIOSO ONDE QUER QUE SEJA, SEM FAVORECER UMA RELIGIÃO EM DETRIMENTO DAS OUTRAS (e. g. favorecer o catolicismo, ou o ateísmo, ou o protestantismo) isso não quer dizer INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, pelo contrário, isso significa TOLERÂNCIA RELIGIOSA respeitando os mais diversos pontos de vista."
ResponderEliminarAinda bem que estamos de acordo. Mas estamos a falar de um caso concreto: esses pontos que apresentou alcançam-se colocando crucifixos numa sala de aula? Não será isso uma forma de preferência por uma religião por parte do estado (uma vez que o caso se refere a uma escola pública)?
A ausência de símbolos não é um símbolo ateu. É simplesmente a ausência de símbolos, e é paranóia ver nisso um símbolo ateu. Uma árvore sem símbolos religiosos lá marcados é ateísta? Não. É de todos igualmente.
Os ateus se fazem de coitadinhos, mas, quando se revela os números dos MARAVILHSOS estados "laicos" (i. e. URSS, Coréia do Norte, China, Cuba, Camboja, etc) eles ficam dando desculpinha e dizendo que "o verdadeiro comunismo/socialismo não foi feito no tal lugar".
Confundir comunismo/socialismo com ateísmo é um erro crasso. É tão correcto como confundir catolicismo com fascismo/salazarismo.
"Criminosos mentirosos!"
Cuidado com as generalizações. Se se refere aos líderes dos regimes que apresentou, tem razão na generalidade. Caso se refira aos ateus em geral, prefiro abster-me de comentários...
Olá!
ResponderEliminarEra só para dizer que podem parar de culpar os ateus. A mãe que pediu para retirarem os crucifixos não é ateia, só que acontece que também não é católica. ;)
parace que ganharam fãs http://contraantiateus.blogspot.com
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